Enquanto eu procurava um giz
eis que me veio uma idéia:
Colorir com a ponta do nariz
um arco imenso no ar
O movimento vinha
e não queria nunca parar
balançava, balançava
fazia som com o chacolhar
Escorregava de sopetão
e voltava a levantar
batia as asas, batia as asas
querendo sempre voar
De longe, quase ao lado
era o sapateado a pronunciar
pegadas e mais pegadas
mostravam o caminho do brincar
Memórias de uma ciranda
cantigas de ninar
qual era aquela música?
escorregaram as notas a solfejar
De menina, virou moça
um charme só de se ver
Quando a música acaba
já é tarde, é hora de crescer
Ouve-se de longe o chamado
é baixinho, é presente
Vem de fora, vem de dentro
Vem de um tempo de repente
Tempo que se inventa
tempo que se recorda
tempo que representa
tempo que faz agora
Sempre aos pequenos passos
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
domingo, 5 de setembro de 2010
Cantos
O quando, que não onde,
chegou para ficar.
Entregou suas chaves,
procurou um canto para sentar.
Olhou por volta,
desconfiado, incomodado.
Os dias que passaram
viraram rotina,
distantes, embrulhados em pó.
Na quietude da noite,
na goteira pingando,
cada canto preenche-se de profundo suspiro.
Elevam-se para o espaço,
desencontram-se no ensejo de esbarrarem-se.
As notas suspensas no ar
de um dia que nunca foi
E quando será?
Onde foi que esqueci de estar?
Dentro de cada canto
há um choro, um pranto
que almeja, em coro, um canto
que reuna de tanto em tanto
aquele perdido acalanto.
As estrelas do teto
querem tanto brilhar
iluminar os sorrisos de outrora
Reinventar histórias do nunca
Lembrar de um tempo de criança
do açúcar no suco da mesa
do prato espatifado no chão.
Eram, e será que sim?
Será memória inventada,
será desejo partido?
Será tamanho egoísmo?
Será o umbigo maior?
ou são cantos e quandos
que esperam se unir,
formar uma sala,
um espaço comum?
Não olvide do quando agora,
o quando que será amanhã.
O quando de ontem ficou,
permaneceu,
já passou.
Senhores de cada um,
compartilhando um mesmo quando,
um mesmo onde.
É hora de compartilhar,
de estar,
de sonhar junto.
Cada qual no seu canto,
cada canto em seu lugar,
mas em torno de um mesmo objetivo:
unir vontades,
desejos,
construindo o conviver.
chegou para ficar.
Entregou suas chaves,
procurou um canto para sentar.
Olhou por volta,
desconfiado, incomodado.
Os dias que passaram
viraram rotina,
distantes, embrulhados em pó.
Na quietude da noite,
na goteira pingando,
cada canto preenche-se de profundo suspiro.
Elevam-se para o espaço,
desencontram-se no ensejo de esbarrarem-se.
As notas suspensas no ar
de um dia que nunca foi
E quando será?
Onde foi que esqueci de estar?
Dentro de cada canto
há um choro, um pranto
que almeja, em coro, um canto
que reuna de tanto em tanto
aquele perdido acalanto.
As estrelas do teto
querem tanto brilhar
iluminar os sorrisos de outrora
Reinventar histórias do nunca
Lembrar de um tempo de criança
do açúcar no suco da mesa
do prato espatifado no chão.
Eram, e será que sim?
Será memória inventada,
será desejo partido?
Será tamanho egoísmo?
Será o umbigo maior?
ou são cantos e quandos
que esperam se unir,
formar uma sala,
um espaço comum?
Não olvide do quando agora,
o quando que será amanhã.
O quando de ontem ficou,
permaneceu,
já passou.
Senhores de cada um,
compartilhando um mesmo quando,
um mesmo onde.
É hora de compartilhar,
de estar,
de sonhar junto.
Cada qual no seu canto,
cada canto em seu lugar,
mas em torno de um mesmo objetivo:
unir vontades,
desejos,
construindo o conviver.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
eu estou voando Jack
Tudo começou quando eu estava na escola de fadas até eu crescer e ser uma fada de grande grandeza e tive uma filha através de magia branca e hoje eu estava viajando num navio o tal Titanic e tem um rapaz muito conhecdio como "Leonardo de Kaprio" sei lá mas acho que vai dá alguma coisa Mas, não vai dá não porque ele tem uma namorada que é a tal Kate Wichen.
Bom eu não sei o que ela é mais me faz sentir alguma coisa dentro de mim.
Escritos de infância há não sei quantos anos atrás
Bom eu não sei o que ela é mais me faz sentir alguma coisa dentro de mim.
Escritos de infância há não sei quantos anos atrás
quarta-feira, 31 de março de 2010
Círculo ambulante
Giros pelo mundo
cabeça fora do lugar
giro, giro, giro
até cair de joelhos e vomitar
O mundo é ideal
enquanto giro,
tudo faz sentido
até parar de girar
Chão vira céu
Céu vira outro lugar
Inalcançável,
Embora nos pés
Gravitam o vestido,
os cabelos
Orbitam os olhos,
as mãos
Sangue na ponta dos dedos
Gigantes
Tornozelo em êxtase
Alavanca da maquinaria
Por que gritar?
Som da voz no giro
Por que calar?
Silêncio de tudo no movimento
Por que postar essa "poesia" (e é?)?
Por compartilhar sensações de infância que perpetuam no tempo.
cabeça fora do lugar
giro, giro, giro
até cair de joelhos e vomitar
O mundo é ideal
enquanto giro,
tudo faz sentido
até parar de girar
Chão vira céu
Céu vira outro lugar
Inalcançável,
Embora nos pés
Gravitam o vestido,
os cabelos
Orbitam os olhos,
as mãos
Sangue na ponta dos dedos
Gigantes
Tornozelo em êxtase
Alavanca da maquinaria
Por que gritar?
Som da voz no giro
Por que calar?
Silêncio de tudo no movimento
Por que postar essa "poesia" (e é?)?
Por compartilhar sensações de infância que perpetuam no tempo.
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