Viver o agora
Sem ansiar o amanhã
Não é não sonhar
É ser sereno
Fazer planos para hoje
E acalmar a semana que vem
Não é ser preguiçoso
É não ser ansioso
Saborear cada momento
Usar lente de aumento
Não é ignorar o redor
É focar-se em precisão
O amanhã parece tentador
Mas só vem depois de hoje
Não tem como pular
São lacunas a serem preenchidas
Foi-se o tempo das cartas
O agora já vira segundos atrás
E um bilhete pode não ser lido
Devorado pela fome do mais
Esperamos sempre por respostas
Acostumamo-nos com o instantâneo
Mas não observamos a corrida do tempo
Não vivemos presente
Ausência de presença
Ausência de paciência
Ausência de intensidade
Ausência do viver.
Mostrando postagens com marcador poesia do amanhã. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia do amanhã. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Espiral
quando tudo estava inerte
quando tudo parecia fundir
era tempo de mudança
de um momento pra refletir
pensar nas coisas fixas
pensar em tudo estático
são acomodações vazias
são equilíbrios plásticos
acostuma-se a idéia
em permanecer-se em si mesma
em não ser reinventada
em seguir-se de um ponto
que ponto será esse?
será que é varrido com as enchentes?
será que se recria reticente?
ou dorme de repente?
se esquece do vazio
que ansia por encher-se
procura cômodos quentes
procura um nome a pertencer
são anônimas as contagens
regressivas para o instante
que será que vem vindo?
será grande ou pequeno?
será agora o ocorrido?
será preparo da mudança?
será um risco no vazio?
será pintura em tela fina?
aquarela ou tinta guache
cera ou pastel
numa cortina de seda
ou no estofado cor de mel
entranhadas nas costuras
são lembranças misturadas
repartidas nas almofadas
afundadas no colchão
encarar diferentes épocas
preparar-se para o porvir
ter certeza e segurança
de que o que virá: será
quando tudo parecia fundir
era tempo de mudança
de um momento pra refletir
pensar nas coisas fixas
pensar em tudo estático
são acomodações vazias
são equilíbrios plásticos
acostuma-se a idéia
em permanecer-se em si mesma
em não ser reinventada
em seguir-se de um ponto
que ponto será esse?
será que é varrido com as enchentes?
será que se recria reticente?
ou dorme de repente?
se esquece do vazio
que ansia por encher-se
procura cômodos quentes
procura um nome a pertencer
são anônimas as contagens
regressivas para o instante
que será que vem vindo?
será grande ou pequeno?
será agora o ocorrido?
será preparo da mudança?
será um risco no vazio?
será pintura em tela fina?
aquarela ou tinta guache
cera ou pastel
numa cortina de seda
ou no estofado cor de mel
entranhadas nas costuras
são lembranças misturadas
repartidas nas almofadas
afundadas no colchão
encarar diferentes épocas
preparar-se para o porvir
ter certeza e segurança
de que o que virá: será
Marcadores:
Cinesiopoesia,
poesia do amanhã,
poesia momentânea
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
buraco vazio
Semente que germina
e dali a pouco despenca, imatura
morre na praia
e deixa a terra toda dolorida
e as águas esbravejadas.
Vira pó, vira pedra,
vira gota, vira cinza.
Revira-se e revolta-se
Reinicia-se um ciclo
que no mais tardar
frutificará
e dali a pouco despenca, imatura
morre na praia
e deixa a terra toda dolorida
e as águas esbravejadas.
Vira pó, vira pedra,
vira gota, vira cinza.
Revira-se e revolta-se
Reinicia-se um ciclo
que no mais tardar
frutificará
domingo, 5 de setembro de 2010
Cantos
O quando, que não onde,
chegou para ficar.
Entregou suas chaves,
procurou um canto para sentar.
Olhou por volta,
desconfiado, incomodado.
Os dias que passaram
viraram rotina,
distantes, embrulhados em pó.
Na quietude da noite,
na goteira pingando,
cada canto preenche-se de profundo suspiro.
Elevam-se para o espaço,
desencontram-se no ensejo de esbarrarem-se.
As notas suspensas no ar
de um dia que nunca foi
E quando será?
Onde foi que esqueci de estar?
Dentro de cada canto
há um choro, um pranto
que almeja, em coro, um canto
que reuna de tanto em tanto
aquele perdido acalanto.
As estrelas do teto
querem tanto brilhar
iluminar os sorrisos de outrora
Reinventar histórias do nunca
Lembrar de um tempo de criança
do açúcar no suco da mesa
do prato espatifado no chão.
Eram, e será que sim?
Será memória inventada,
será desejo partido?
Será tamanho egoísmo?
Será o umbigo maior?
ou são cantos e quandos
que esperam se unir,
formar uma sala,
um espaço comum?
Não olvide do quando agora,
o quando que será amanhã.
O quando de ontem ficou,
permaneceu,
já passou.
Senhores de cada um,
compartilhando um mesmo quando,
um mesmo onde.
É hora de compartilhar,
de estar,
de sonhar junto.
Cada qual no seu canto,
cada canto em seu lugar,
mas em torno de um mesmo objetivo:
unir vontades,
desejos,
construindo o conviver.
chegou para ficar.
Entregou suas chaves,
procurou um canto para sentar.
Olhou por volta,
desconfiado, incomodado.
Os dias que passaram
viraram rotina,
distantes, embrulhados em pó.
Na quietude da noite,
na goteira pingando,
cada canto preenche-se de profundo suspiro.
Elevam-se para o espaço,
desencontram-se no ensejo de esbarrarem-se.
As notas suspensas no ar
de um dia que nunca foi
E quando será?
Onde foi que esqueci de estar?
Dentro de cada canto
há um choro, um pranto
que almeja, em coro, um canto
que reuna de tanto em tanto
aquele perdido acalanto.
As estrelas do teto
querem tanto brilhar
iluminar os sorrisos de outrora
Reinventar histórias do nunca
Lembrar de um tempo de criança
do açúcar no suco da mesa
do prato espatifado no chão.
Eram, e será que sim?
Será memória inventada,
será desejo partido?
Será tamanho egoísmo?
Será o umbigo maior?
ou são cantos e quandos
que esperam se unir,
formar uma sala,
um espaço comum?
Não olvide do quando agora,
o quando que será amanhã.
O quando de ontem ficou,
permaneceu,
já passou.
Senhores de cada um,
compartilhando um mesmo quando,
um mesmo onde.
É hora de compartilhar,
de estar,
de sonhar junto.
Cada qual no seu canto,
cada canto em seu lugar,
mas em torno de um mesmo objetivo:
unir vontades,
desejos,
construindo o conviver.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
barbante
Pertencer a algum lugar
despencar de outro
aterrisar sentado
deitar e ninar
sonhar
sorrir
será?
Abrir as asas e partir
será o mesmo que sair
e dizer que não voltarei
arrumar as malas
viajarei
Ficar e permanecer
não mudar
não ousar
mas querer
tropeçar
no trilho que leva
a algum lugar
Lá e cá
mais lá
do que cá
Mais cá
querendo lá
sabendo do cá
com medo do lá
Este amanhã
que não tarda a chegar
é um dia plantado
ainda não colhido
O que será de seu fim?
será que amanhece enfim?
Fim que não é fim
é um ponto sobre ponto
um travessão do diálogo
uma continuação
uma construção
Cada um imagina a seu bom grado
e assim,
trocado por trocado,
acumulam-se os contos:
A cada conto
aumenta-se um ponto
Telefone sem fio
que nos liga
ao caminho
despencar de outro
aterrisar sentado
deitar e ninar
sonhar
sorrir
será?
Abrir as asas e partir
será o mesmo que sair
e dizer que não voltarei
arrumar as malas
viajarei
Ficar e permanecer
não mudar
não ousar
mas querer
tropeçar
no trilho que leva
a algum lugar
Lá e cá
mais lá
do que cá
Mais cá
querendo lá
sabendo do cá
com medo do lá
Este amanhã
que não tarda a chegar
é um dia plantado
ainda não colhido
O que será de seu fim?
será que amanhece enfim?
Fim que não é fim
é um ponto sobre ponto
um travessão do diálogo
uma continuação
uma construção
Cada um imagina a seu bom grado
e assim,
trocado por trocado,
acumulam-se os contos:
A cada conto
aumenta-se um ponto
Telefone sem fio
que nos liga
ao caminho
segunda-feira, 17 de maio de 2010
que venha um plano a se realizar
Eu quero passear por esse jardim
quero sentar-me num gramado
e desfrutar dos mais belos sorrisos
dos cheiros de fruta doce
do perfume das ninféias
do colorido de uma pintura
Monet monet
que um dia coloriu o mundo
formou seu recanto
deu vida a singela arquitetura
recobriu de detalhes a folhagem
ao borrar uma tela em branco
Dia claro
brisa madura
frescor de tarde infinita
ricos segundos
inesquecíveis flashes
representando um ciclo
um cinco
Assinar:
Postagens (Atom)